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Quinta dos Pizões

 

 

 

A Quinta dos Pisões apresenta urna fachada bastante irregular, podendo-se ali observar grossas cantarias de pedra, rematadas no topo por um delicado rebordo saliente. Ainda que a casa se encontre actualmente adulterada em relação às suas origens, subsistem múltiplos conjuntos e vestígios da antiga construção.

 

Assim destaca-se, pelo seu fino lavor, o magnífico portal renascentista da entrada, datado de 1533, cuja decoração obedece a um complicado esquema vegetalista. Esse pórtico que dá acesso a um pátio interior onde, à esquerda, se eleva uma singular escada de pedra que conduz à antiga ala do edifício subsistente. Encontram-se, também, algumas paredes parcialmente forradas com azulejos mudéjares, característicos do período manuelino.

 

A casa da Quinta dos Pisões encontra-se presentemente algo adulterada. Porém, ainda subsistem múltiplos elementos arquitectónicos e decorativos da primitiva construção, a qual remonta ao século XVI.

 

Em 1665, os documentos referem José Leite de Aguiar e D. Sebastiana de Meneses como seus proprietários. Mais tarde, parece que a Quinta pertenceu à Casa Ducal de Aveiro. Segundo a tradição aí se reuniram por diversas vezes os conjurados que, no dia 3 de Setembro de 1758, atentaram contra a vida de D. José I. Como consequência da malograda tentativa de regicídio, os bens de todos os implicados, inclusive dos Duques de Aveiro, foram confiscados e, entre eles, a Quinta dos Pisões. Em 1810, esta propriedade foi adquirida por Máximo José dos Reis, último capitão-mor da Vila, que veio a falecer em 1849.

Este magnifica  casa da Quinta foi a primeira de Sintra a ter aquecimento central por caldeira.

De salientar tambem que a actual casa dos caseiros foi desenhada pelo ilustre arquitecto Raul Lino.

 

Em baixo fica uma antiga litografia dando conta da entrada da Quinta dos Pisões e a antiga fonte com o mesmo nome

 

Quinta e Fonte dos Pizões